Teoria do Design das Pranchas

Tabela de Recomendação de Volume em Litros X Peso

Com tecnologia utilizada nos softwares 3D, vimos que temos a capacidade de calcular o volume em litros de cada prancha. O volume em litros, é uma medida baseada na relação entre tamanho, largura e espessura da prancha, ou seja, seria como se enchesse a prancha d’água.

Dessa forma, calculamos alguns índices em relação ao peso e nível de surf, e através desse cálculo podemos verificar o volume ideal para cada surfista.

Portanto, desenvolvemos uma tabela para oferecer um ponto de referencia inicial. Depois de certo tempo, o surfista tende a se acostumar com essa variação de volume, e com aquela medidas de volume que se torna mais adequada ás suas necessidades.

Importante citar, que a tabela serve apenas como referencia inicial, portanto, não indicamos seguir a riscar, já que o volume ideal pode variar de acordo com a idade, condições de ondas a serem surfadas, preferência de cada surfista, etc…

PESO (Kg) Avançado* Avançado/Intermediário* Intermediário* Intermediário/Iniciante* Iniciante*
45 18,5 19,4 23,1 27,7 33,2
50 19,5 20,5 24,4 29,3 35,1
55 20,9 21,9 26,1 31,4 37,6
60 21,6 22,7 27,0 32,4 38,9
65 22,8 23,9 28,4 34,1 41,0
70 24,5 25,7 30,6 36,8 44,1
75 26,3 27,6 32,8 39,4 47,3
80 28,0 29,4 35,0 42,0 50,4
85 29,8 31,2 37,2 44,6 53,6
90 31,5 33,1 39,4 47,3 56,7
95 33,3 34,9 41,6 49,9 59,9
100 36,0 37,8 45,0 54,0 64,8
105 38,9 40,8 48,6 58,3 69,9
110 41,8 43,9 52,3 62,7 75,2

*valores em litros

Sistema de Quilhas

A vantagem das quilhas de encaixe, além da facilitar o transporte evitando quebras, pode-se fazer combinações de quilha aumentando a performance da prancha. Conheça abaixo os sistemas disponíveis no mercado:

FCS II

O sistema FCS-II dispensa parafusos e chaves, com um encaixe por pressão compatível com os novos modelos de quilhas FCS. Este promete ser o substituto do sistema tradicional de quilhas FCS, que Já são o padrão no mercado hà cerca de 20 anos, mas a novidade ainda são compatível com as quilhas de modelos anteriores, que podem ser parafusadas no novo copinho com o uso de um pequeno adaptador.

FCS FUSION

Os copinhos Fusion tem o mesmo encaixe padrão há mais de 20 anos, e com a vantagem de ser mais leve, pois a instalação são feita no shape, de modo que o copinho fique abaixo da laminação da prancha, ficando também mais resistente, da mesma forma que são instalado o FCS II.

FUTURE

O sistema Future surgiu na Califórnia, com um sistema inovador, onde a caixa são instalada no shape, antes da laminação, para que fique mais resistente. Outra vantagem são a base da quilha, que são inteiriça, dando mais drive na prancha, já que tem menos vibrações.

Tipos de Rabetas

SQUASH

É a “rabeta” mais utilizada em “pranchinhas”. Ela é a mais versátil de todas as “rabetas”, e dependendo da largura pode ser usada para ondas gordas (mais larga) ou para ondas que exigem mais controle (“rabeta” mais estreita). De maneira geral ela proporciona respostas rápidas e possibilita viradas rápidas e radicais em diversos tipos de ondas.

ROUND

É uma “rabeta” que dá mais tração que a square, principalmente em ondas maiores, mais cavadas e tubulares. Isso porque ela permite que a água se armazene em seu contorno. Por outro lado, por ser mais larga que a “rabeta” pin, permite que a prancha fique um pouco mais solta e manobrável. Normalmente as manobras vão sair mais redondas, porém menos “radicais” que as pranchas com “rabeta” square ou squash. Ela é bastante usada em “pointbreaks”

SWALLOW

Esta rabeta foi desenvolvida para quebrar a linha da manobra mais facilmente e retornar a  linha da onda com a mesma facilidade, tendo assim uma resposta rápida.

ROUND PIN

A “rabeta” round pin é intermediária entre a round e a pin. Possui maior aderência e projeção que a round, o que a faz mais adequada para ondas de tamanho médio/grande e tubulares como Hawaii e Indonésia. Mas por outro lado ela permite que o surfista quebre a linha das ondas maiores com mais facilidade do que a “rabeta” pin. A prancha vem afunilando em direção a “rabeta” de forma redonda, mas ao chegar no ponto mais extremo, forma uma única quina. Tem uma área menor deixando a prancha mais segura e com linhas mais redondas e por isso não é indicada para ondas cheias que necessitam de maior sustentação na “rabeta”.

PIN

É a “rabeta” ideal para as guns, usada principalmente em ondas grandes e cavadas. É a “rabeta” mais estreita, o que permite muito controle e deixa a prancha bastante presa e na “trilha” do tubo. Por esse motivo, as “rabetas” pin dificultam muito qualquer manobra e não são recomendadas para ondas pequenas.

 

Round Round Tail: Muito utilizada pelos atletas que surfam com pranchas menores mesmo em ondas um pouco maiores, pois ele dá uma segurança no drop e nas manobras, com maior projeção e velocidade.

Round Pin: Projetada para um surf mais seguro em ondas mais cavadas por ter menos área, ela ajuda a projetar a prancha bem para frente no drop e nos tubos, ideal para os modelos de pranchas “Small Gun”.

Pin Tail: Ideal para surfar ondas bem grandes, é uma rabeta muito estreita para possibilitar um drop mais seguro em ondas potentes ,utilizada em pranchas formato “Gun” ou “Gunzeira” como é popularmente chamada no Brasil.

WING SWALLOW

Todo tipo de wing tem a finalidade de quebrar o out-line. Normalmente os wings são usados quando se faz uma prancha mais larga na parte da frente, havendo a necessidade de usar esta quebra de linha para estreitar a rabeta da prancha, deixando-a mais solta e rápida na troca de borda.

DIAMOND

Essa rabeta é um projeto que vem sendo muito usada agora, por se parecer muito com a “Squash”. A intenção original da cauda diamond, era para suavizar o rabo quadrado, mas manter um pouco de sua velocidade com sua ponta.

Bordas

As bordas da prancha cortam a água controlando as viradas e a saída da água.

BORDA ALTA

Evitam que a água suba no deck, deixando mais fora da água. Geralmente usada em ondas gordas.

BORDA BAIXA

Penetram na água, produzindo mais sensibilidade. Utilizadas em ondas mais cavadas e grandes.